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Introdução à norma IEC para programação de controladores

Introdução à norma IEC para programação de controladores

Você vai entender de forma simples o que a norma exige para sua programação de CLP. Nesta Introdução à norma IEC para programação de controladores você verá o que ela define sobre linguagens e estrutura, por que ela importa para você e seu equipamento, os termos essenciais, como escolher entre diagrama ladder, Texto Estruturado (ST) e outros, quando usar Ladder e FBD na prática, as vantagens do ST e do SFC, como mapear as linguagens no seu ambiente de desenvolvimento, além de boas práticas, preparação do ambiente antes de migrar e um checklist prático para migração sem drama. Simples, direto e com uma pitada de humor para você não dormir no teclado.

Principais aprendizados

  • Seguir a IEC faz seu código ser entendido por todos.
  • Use Ladder, ST e FBD para não reinventar a roda.
  • Documente e comente para salvar tempo (e sua reputação).
  • Teste em simulação antes do CLP virar problema.
  • Priorize segurança funcional para evitar acidentes.

Entenda o que a norma IEC 61131-3 exige para sua programação de CLP

Entenda o que a norma IEC 61131-3 exige para sua programação de CLP

Se você já pensou “por que meu CLP faz o que quer quando eu saio do escritório?”, esta Introdução à norma IEC para programação de controladores está aqui para salvar o dia — e o seu sono. A IEC 61131-3 define regras para linguagens, estruturas e unidades de programa (POUs). Isso torna o código mais previsível, portável e menos propenso a surpresas às 2 da manhã.

Na prática, a norma recomenda o uso de linguagens padronizadas (ST, FBD, LD, SFC e IL) e a organização do projeto em Functions, Function Blocks e Programs. Variáveis têm tipos definidos e existe um modelo de execução com tasks (cíclicas ou por evento). Pense nisso como um manual de etiqueta para software de automação: menos briga no almoço do time.

Seguir a norma não transforma seu projeto em algo chato; faz com que ele seja mais resistente ao caos do dia a dia, mais fácil de manter e menos sujeito a dependências ocultas. Para entender o contexto mais amplo da automação e como a norma encaixa no ecossistema, é útil revisar o básico de o que é automação industrial e como funciona.

O que a IEC 61131-3 define sobre linguagens e estrutura

A norma lista cinco linguagens padronizadas:

  • Structured Text (ST) — para lógica complexa;
  • Function Block Diagram (FBD) — para controle analógico e blocos reutilizáveis;
  • Ladder Diagram (LD) — para lógica discreta, próxima a esquemas elétricos;
  • Instruction List (IL) — estilo assembly (menos usado hoje);
  • Sequential Function Chart (SFC) — para sequências e processos por etapas.

Unidades de programa: Functions, Function Blocks e Programs ajudam a modularizar projetos. Tasks definem execução (cíclica ou por eventos) e o Scan Cycle do CLP é um conceito fundamental para evitar lacunas de lógica. Se você já trabalha com modularidade, vale conferir práticas de POO em CLP e automação modular para aplicar conceitos de reuso e encapsulamento.

Por que a norma importa para você e seu equipamento

A norma evita que seu projeto vire uma colcha de retalhos que só você entende. Adotá-la melhora manutenibilidade, facilita testes e diminui o tempo para diagnosticar falhas. Ignorar a norma pode custar caro: código proprietário difícil de migrar, hardware incompatível e dores em auditorias. Adotar a IEC 61131-3 é prática e estratégia, não burocracia.

Se houver dúvidas sobre compatibilidade de hardware, compare com uma lista de melhores controladores lógicos programáveis para ver requisitos de suporte às linguagens e features do seu projeto.

Termos essenciais da norma para você aprender

  • POU (Program Organization Unit) — unidade (Function, Function Block ou Program).
  • Function Block — bloco com estado interno; ideal para módulos reutilizáveis (ex.: PID).
  • Task — agendador que define quando um bloco é executado.
  • Scan Cycle — ciclo de varredura do CLP.
  • Tipos de dados — inteiro, real, BOOL, arrays; declarar bem evita bugs.

Como escolher entre diagrama ladder, texto estruturado ST e outros

Como escolher entre diagrama ladder, Texto Estruturado (ST) e outros

A escolha entre Ladder, ST, FBD e SFC vira debate técnico: cada um tem seu superpoder. Use Ladder para lógica discreta, muitos I/O e quando técnicos preferem ver contatos e bobinas. Use ST para cálculos, manipulação de strings e estruturas de dados; é a melhor opção para lógica complexa e integração com sistemas. FBD funciona bem para controle analógico com blocos visuais; SFC para processos em etapas.

Considere também quem vai manter o código e o suporte do hardware/IDE. Misturar linguagens é normal e inteligente: FBD para blocos analógicos, ST para cálculo e Ladder para lógica de segurança. Se você precisa começar (ou ensinar a equipe), um bom ponto de partida são cursos gratuitos de automação com PLC e guias práticos.

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30%
Ladder (LD)

30%
ST

20%
FBD

12%
SFC


Distribuição sugerida de uso por tipo de projeto (exemplo)

Quando usar Ladder e FBD na prática

Use Ladder quando o processo replica esquemas elétricos clássicos: contato — bobina — temporizador. Reduz erros de tradução entre elétrica e software e facilita intervenções no chão de fábrica. Para quem precisa de um passo a passo prático e exemplos, veja o tutorial de programação Ladder para CLP Siemens e as 7 dicas de programação em Ladder.

Use FBD para controle analógico e quando for útil montar blocos como Lego (filtros, PID, escalas). É ideal para quem precisa ver o fluxo de sinais sem decifrar código.

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Vantagens do Texto Estruturado (ST) e do SFC

ST é indicado para quem precisa de estruturas condicionais, loops, funções e tratamento avançado de dados; reduz linhas e horas de depuração. SFC organiza processos por etapas e transições, ótimo para máquinas com fases claras (carregamento → processamento → descarga). Combine SFC com ST para passos que exigem cálculo pesado.

Mapeando linguagens IEC 61131-3 no seu ambiente de desenvolvimento

  • Ladder (LD) — melhor para lógica discreta e manutenção por eletricistas.
  • Function Block Diagram (FBD) — ideal para controle analógico e blocos reutilizáveis.
  • Structured Text (ST) — escolha para cálculos, manipulação de dados e integrações.
  • Sequential Function Chart (SFC) — use para processos em etapas e testes por fase.

Boas práticas iec 61131-3, ambiente de desenvolvimento e migração sem drama

Boas práticas IEC 61131-3, ambiente de desenvolvimento e migração sem drama

Se quer migrar para a IEC 61131-3 sem virar protagonista de um filme de desastre industrial, comece pela Introdução à norma IEC para programação de controladores: leia um resumo, identifique conceitos-chave (FB, FC, ST, LD) e avalie como seu time encaixa isso no dia a dia.

Padronize naming, regras de comentários e documentação de blocos reutilizáveis. Tenha revisões de código regulares, política de commits clara e testes desde cedo: simulação e rigs de teste antes de tocar em planta real. Use versionamento e backups automáticos — um plano de rollback simples salva a pele se algo der errado. Para diretrizes gerais, consulte as melhores práticas em automação industrial.

Boas práticas para código legível, testável e seguro

  • Nomes descritivos para variáveis e blocos.
  • Funções pequenas, com única responsabilidade.
  • Comentários curtos: explique o “porquê”, não o “quê”.
  • Estruture em bibliotecas e módulos para reuso.
  • Crie test benches e simulações unitárias; automatize testes básicos.
  • Valide entradas, implemente watchdogs, tratamento de falhas e logging.

Como preparar seu ambiente de desenvolvimento IEC e ferramentas antes de migrar

  • Configure controle de versão, templates e bibliotecas padrão.
  • Treine a equipe e faça dry-runs em simulador; cursos e material de treinamento ajudam a reduzir curva de aprendizagem.
  • Planeje e teste o rollback em ambiente que imite a planta.

Checklist prático para migração para a norma IEC

  • Inventário do hardware e firmware compatível.
  • Backup completo e ponto de retorno testado.
  • Plano de testes com simulador e banco de testes.
  • Controle de versão e políticas de commit definidas.
  • Bibliotecas padronizadas e revisadas.
  • Mapeamento de I/O atualizado.
  • Treinamento mínimo para operadores e engenheiros.
  • Plano de rollback e comunicação com equipe de campo.

Para projetos que envolvem máquinas antigas, considere estratégias de atualização com exemplos práticos em retrofit de máquinas antigas e siga um roteiro de implantação descrito em como implementar automação industrial passo a passo.

Perguntas Frequentes

  • O que é a Introdução à norma IEC para programação de controladores?
    É o guia base que explica como programar controladores de forma padrão, ajudando a criar código limpo e previsível.
  • Por que você deveria aprender essa norma?
    Para reduzir dor de cabeça: código portátil, manutenção mais fácil e menos drama na obra.
  • Quais linguagens a norma IEC traz para você usar?
    LD (Ladder), ST (Texto Estruturado), FBD, IL e SFC — cada uma adequada a tipos diferentes de problema.
  • Como você começa a aplicar a norma no seu projeto?
    Leia a norma (ou um bom resumo), escolha linguagens, padronize nomes e comentários, e teste cedo. Se precisar de treinamento prático, há cursos e materiais como o curso gratuito de automação com PLC.
  • A norma IEC funciona com todos os controladores?
    Nem sempre; fabricantes têm variações. A norma dá a base, mas cheque o manual do seu equipamento e compare com listas de controladores recomendados.

Se sua automação precisa trocar dados com sistemas corporativos, considere também guias de integração MES-PLC e introdução ao SCADA para indústria. Para melhorar a operação no chão de fábrica, avalie a adoção de paineis IHM com interface touchscreen e treine operadores.


Conclusão: a Introdução à norma IEC para programação de controladores é o ponto de partida para tornar seus projetos previsíveis, portáveis e mais fáceis de manter. Adotar a IEC 61131-3 não é complicação — é organização prática que salva tempo, equipamento e bom humor da equipe. Para evitar armadilhas comuns, vale revisar os erros técnicos mais comuns em automação e os riscos frequentes na automação industrial.

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Foto de Matheus Costa

Matheus Costa

Coordenador de Marketing, especializado em estratégias digitais e produção de conteúdo.

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